Faca de ponta
A navalha que corta
Como folha de cana-de-açúcar
No fio do corte que amola a alma
Na carne o talho lascado
Da cana, eu tiro a dose
Dosada talagada
Olho a folha
Em branco
Verde
De maduro
Sei de có
O gosto de sangue
Sem ponto
Suturo
Um
Por
Um
Folhas caem do pé
Que plantam em mim
Raiz
Num golpe só
Foi-Ce
Abri os olhos
Ramificados de irritação
Dilatados, por fim
Fitei
Parei
Fiquei
Desfocado.
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
Segmentado
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Inversos de oração: multidão!
Ando incerto.
Desajustado.
Desregulado.
Irregular.
Falei para um amigo querido: Geração!
Provocação para gerar algo, criar sem muita pressão. E eu pensando: "era verso o que tinha para se gerar?". Desisti.
Muito se fala do andar.
O mundo anda.
A humanidade caminha.
A sociedade desanda.
Vivemos em gerações interagindo uma com a outra. Geração etária. Geração de farras.
Sinto falta em mim o gerar-ação. Sou assim.
Invento lamentos.
Justificativas.
Culpas ao vento.
Cativas justas.
Gerando frases, fazendo troças trôpegas sobre palavras. Enquanto ao olhar para fora vejo o embate de nossa geração. Parte dela, escorrendo massacrada e sendo sepultada por suas mães.
Receio o temor.
Jamais Temer.
Aos crápulas,
árduo combater.
Na intenção que verso vire verbo, ora, ação, intercalo desabafos inversos de oração. Amparo o pesado desafio de uma geração: sobreviver e combater o que despedaça toda a gente.
Nós ainda somos multidão!
Desajustado.
Desregulado.
Irregular.
Falei para um amigo querido: Geração!
Provocação para gerar algo, criar sem muita pressão. E eu pensando: "era verso o que tinha para se gerar?". Desisti.
Muito se fala do andar.
O mundo anda.
A humanidade caminha.
A sociedade desanda.
Vivemos em gerações interagindo uma com a outra. Geração etária. Geração de farras.
Sinto falta em mim o gerar-ação. Sou assim.
Invento lamentos.
Justificativas.
Culpas ao vento.
Cativas justas.
Gerando frases, fazendo troças trôpegas sobre palavras. Enquanto ao olhar para fora vejo o embate de nossa geração. Parte dela, escorrendo massacrada e sendo sepultada por suas mães.
Receio o temor.
Jamais Temer.
Aos crápulas,
árduo combater.
Na intenção que verso vire verbo, ora, ação, intercalo desabafos inversos de oração. Amparo o pesado desafio de uma geração: sobreviver e combater o que despedaça toda a gente.
Nós ainda somos multidão!
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Furada.
Toda fila é uma furada.
fura a FILA
FI-fura-LA
FILA furada
Furar a fila
é FIruLA deslavada.
Filar um lugar
Que no fim
Dá em nada.
A fila furada.
Assim, finada.
domingo, 1 de outubro de 2017
Aos moços.
"Ainda sou bem moço pra tanta tristeza."
Entre pensamentos de negra cabeleira,
dizia Belchior.
Minha cabeleira, muito negra,
Não cacheia versos com tanta raiz.
Meus cabelos rebeldes enrolam pensamentos do dia a dia.
Eu penso nos versos do Bel
E penso no que é pior.
Também no nó
Que o mundo dá na gente.
Penso no povo.
Eu ainda moço,
Acho que meus cabelos negros
já grisalham as raízes do pensamento.
Mas eu penso no almoço.
Está quase na hora.
Ingredientes, chama,
panela suja, receita...
Pensei:
Na garfada distraída, sem medo,
daquele jovem moço que eu desencontrei.
Pois, ele ficou pelo tempo,
sem hora e nem almoço.
Tomei:
Na garrafa destampada, vazia logo cedo,
uma receita para tudo isso, entornei.
Ventilo ideias sem cabimento:
Ainda virá o novo?
Termino o almoço pensando:
Qual a hora do alvoroço?
Cuspo o caroço.
Sigo o dia.
Entre pensamentos de negra cabeleira,
dizia Belchior.
Minha cabeleira, muito negra,
Não cacheia versos com tanta raiz.
Meus cabelos rebeldes enrolam pensamentos do dia a dia.
Eu penso nos versos do Bel
E penso no que é pior.
Também no nó
Que o mundo dá na gente.
Penso no povo.
Eu ainda moço,
Acho que meus cabelos negros
já grisalham as raízes do pensamento.
Mas eu penso no almoço.
Está quase na hora.
Ingredientes, chama,
panela suja, receita...
Pensei:
Na garfada distraída, sem medo,
daquele jovem moço que eu desencontrei.
Pois, ele ficou pelo tempo,
sem hora e nem almoço.
Tomei:
Na garrafa destampada, vazia logo cedo,
uma receita para tudo isso, entornei.
Ventilo ideias sem cabimento:
Ainda virá o novo?
Termino o almoço pensando:
Qual a hora do alvoroço?
Cuspo o caroço.
Sigo o dia.
terça-feira, 26 de setembro de 2017
Profesta
Não sou poeta
Não sou a festa
Não acerto uma seta
Não sou a festa
Não acerto uma seta
Não sou de meta
Não aparo na testa
Não sigo uma reta
Não aparo na testa
Não sigo uma reta
Não sou manifesta
Não canto seresta
Não entro na fresta
Não canto seresta
Não entro na fresta
Sim,
Só sou
Porque me resta.
Só sou
Porque me resta.
terça-feira, 18 de julho de 2017
Duro
Meninos morrem
assassinados.
Todo dia.
Um cara mija
Da janela do carro.
A masculinidade é agressiva.
Abusiva.
Gatilho e munição que
Violenta, em toda parte.
Enforcar-nos-emos
Com um pênis
Armado.
assassinados.
Todo dia.
Um cara mija
Da janela do carro.
A masculinidade é agressiva.
Abusiva.
Gatilho e munição que
Violenta, em toda parte.
Enforcar-nos-emos
Com um pênis
Armado.
domingo, 2 de julho de 2017
Ve e Fé.
As Ve**zes me meto aos versos.
Sem ter muita Fé**.
Mas, fajuto que sou,
Só rimo a(à)s **zes.
EmCarnando
Minha carne é de coisa banal.
Minha carne é de gente.
Em um furta-cor desigual,
Minha carne tem uma cor,
Mas as vezes não é da cor
daquela que é mais barata:
a negra.
Minha carne treme.
Minha carne sente.
Minha carne dói.
Minha carne se rói.
Em números, eu conto carnes.
Corpos são carnes de papelão.
Banais.
São só corpos.
Corpos que foram.
Corpos que estiveram.
Corpus.
Conto.
Conto um.
Conto dois.
Conto aquele. E aquela.
Eu conto a mim
Que o conto é uma farsa.
Contumaz, teimo e redundante.
Você e eu em um balanço.
Roda
(pêndulo)
Gigante.
Bolandeira.
Para lá e para cá.
E gira e volta.
Oscila.
Empenada.
Assim é o que penso.
Oscilando.
Errando.
Vacilando.
Minha carne é de gente.
Em um furta-cor desigual,
Minha carne tem uma cor,
Mas as vezes não é da cor
daquela que é mais barata:
a negra.
Minha carne treme.
Minha carne sente.
Minha carne dói.
Minha carne se rói.
Em números, eu conto carnes.
Corpos são carnes de papelão.
Banais.
São só corpos.
Corpos que foram.
Corpos que estiveram.
Corpus.
Conto.
Conto um.
Conto dois.
Conto aquele. E aquela.
Eu conto a mim
Que o conto é uma farsa.
Contumaz, teimo e redundante.
Você e eu em um balanço.
Roda
(pêndulo)
Gigante.
Bolandeira.
Para lá e para cá.
E gira e volta.
Oscila.
Empenada.
Assim é o que penso.
Oscilando.
Errando.
Vacilando.
segunda-feira, 12 de junho de 2017
VaCILADAS
Entre ideias dispostas em um labirinto.
Conexões, as vezes, desencontradas.
Armadilhas autoarmadas.
Ciladas.
Os caminhos me fazem alterado.
Mudo os fluxos.
Me encontro decepcionado.
Comigo mesmo, meio pertubado.
Nos vacilos cometidos,
Começo a semana sem retaguarda.
Um dia para trás
Outro para frente.
Acalmo a corrida.
Volto à caminhada.
No largo de um passo.
Diminuo.
Desacelero.
Acalmo as badaladas.
Conexões, as vezes, desencontradas.
Armadilhas autoarmadas.
Ciladas.
Os caminhos me fazem alterado.
Mudo os fluxos.
Me encontro decepcionado.
Comigo mesmo, meio pertubado.
Nos vacilos cometidos,
Começo a semana sem retaguarda.
Um dia para trás
Outro para frente.
Acalmo a corrida.
Volto à caminhada.
No largo de um passo.
Diminuo.
Desacelero.
Acalmo as badaladas.
quinta-feira, 23 de março de 2017
Começo de ano, agenda "nova", só que não.
Ontem, o Brasil viu - na verdade não, pois a PL da
Terceirização correu sutil na grande mídia - a aprovação de uma reformulação na
forma de contratação de trabalhadores. De fato, isso é algo debatido nas casas
parlamentares federais desde 2015, um dos estandartes do famigerado Eduardo
Cunha.
No entanto, essa pauta não é de hoje ou ontem. Só observar
que o projeto de ontem não é o mesmo proposto na gestão Cunha. Pasmem, foi um projeto da gestão FHC, de quase 20
anos atrás. Confesso, pensei que fosse o mesmo "projeto do Cunha" e
não tinha entendido a manobra, por pura desinformação da minha parte. Para
destacar, a dita proposta de 2015 foi rejeitada pelo Senado, por isso não
estava caminhando na Câmara Federal.
A artimanha é cínica e sinistra. Mas, não surpreendente
devido ao perfil de tais legisladores.
Não é só.
De 20 anos e tantos, também vem as linhas para a
"reforma do ensino médio". Em que a grande preocupação é formar cedo
para o trabalho (emprego), com justificativas de "liberdade de escolha".
Apesar do projeto recente, as diretrizes foram estabelecidas com influência de
órgãos internacionais na década de 1990, mas com interesses muito específicos
em limitar em certo tipo a grande "produção" brasileira. Não vou me
alongar, mas exercitemos rápida e rasamente nossas cabeças.
Assim, os jovens poderão sair do Ensino Médio já "especializados"
para trabalhar - deixando de lado a possibilidade de experimentar diversos
conteúdos para sua formação humana integral, teoricamente -, mas agora, em uma
condição bem mais "prática": terceirizados. Vou até esquecer a tal da
"empregabilidade", para encurtar o besteirol aqui.
Que conveniência!
Não esqueçam. Está
vindo a reforma da previdência. E esse jovem realmente tem que começar cedo.
Afinal, será terceirizado a vida inteira, ininterruptamente. Então, ainda no Ensino Médio "flexível", começando aos 16 anos conseguirá curtir a aposentadoria
já aos 65 anos.
Se sobreviver.
Já que a população está envelhecendo, ótima estratégia de
garantir um futuro sem idosos. Literalmente, matando no cansaço.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Fui moralizado.
Ontem, passe por uma experiência muito interessante. Fui moralizado.
Tentando deixar de lado todo meu sentimento de raiva ou, no cearensês, "putisse" e minha inabilidade em debater algo em situações em que me altero - costumo não ser agressivo, mas "perco" pela emotividade -,tentarei, também, refletir (ou desabafar).
Em discussão de bar, sobre ciclismo, fui moralizado por andar de bicicleta. Na verdade, não foi exatamente por isso, foi por ter sido pré-julgado sobre um discurso que, supostamente, eu estava realizando: bicicleta é a única solução.
Destaquei o fato de não ser pelo o tema do debate - mobilidade e bicicleta - pois, na mesa, as opiniões em muitos pontos convergiam. Mas, mais uma vez, fui moralizado por ter sido "pegue" em uma linha de argumentação que deveria ser "combatida".
Concordando que o tema mobilidade é mais complexo que o simples texto de blog, andar de bicicleta, em Fortaleza, tem sido motivo de distinção e julgamento. Seja para apoiar ou para se opor. Há um fato sobre o uso da bicicleta, há décadas, pela classe trabalhadora ou mais pobre da sociedade. Na minha opinião, uma realidade indiscutível. Outro elemento, é um recente uso da bicicleta pela famosa classe média. Diferentes usos: lazer, esporte, transporte etc. Especialmente o uso da bicicleta como transporte que, possivelmente, seja a menor das situações encontradas nessa parcela da sociedade. Pelo menos ainda.
Em síntese, esses dois elementos, o uso desse veículo por diferentes classes, tem, geralmente, sido colocados opostos um do outro. Contudo, para este texto, importa pouco.
Com efeito, tem me chamado atenção opiniões que deslegitimam o uso da bicicleta como transporte pela classe média (aqui me colocando com alguma ressalva dentro desse grupo) por não ser uma questão de necessidade, mas uma escolha, geralmente em oposição ao uso por necessidade das classes menos abastadas da sociedade. Longe de querer lançar algum tipo de crítica ao uso da bicicleta por necessidade, tenho avaliado como negativo criticar o uso deste modal de transporte quando feito por opção.
Eu tenho utilizado a bicicleta diariamente há algum tempo. Tornou-se meu principal meio de locomoção. O segundo é o transporte coletivo. O terceiro se divide entre o carro da família ou a tradicional caminhada.
Tenho uma porção de críticas aos ciclistas por lazer e esporte que, ironicamente, criticam os ciclistas por transporte. Entretanto, muito me fere o discurso que a bicicleta como transporte para a classe média é uma "moda". Que seja. Não é por isso que merece desrespeito.
Casado a isso, frequentemente, surge as críticas sobre as "infrações" cometidas por muitos ciclista. Sem querer entrar nessa questão, ressalta-se como surgem falas de negativação as pessoas que utilizam bicicleta na cidade. Em uma síntese bem superficial, o que aparenta é que sempre se procura elementos para deslegitimar o uso da bicicleta na cidade.
Acredito que a bicicleta não seja a grande solução para as questões de mobilidade. É, sim, o transporte coletivo de qualidade, ampliado e diverso. Mas negativar a bicicleta por isso é, para mim, um desserviço a cidade de modo geral.
Ainda estou impressionado pelo fato de ter sido "combatido" por uma pequena parte de uma fala minha. Mais ainda por uma situação em que se encontravam pessoas amigas. Mais ainda por ser pessoas que partilham, em grande medida, uma forma semelhante de ver o mundo. Bem, mas acredito que é sempre válido para nos repensarmos até mesmo nas pequenas partes de nossos discursos. Isso sempre vale a pena.
Deixo claro, que há muito tempo, sou super aberto a críticas. Recebo-as sempre com muita atenção, mesmo as que incomodam.
Agora, não tenho na memória, ter passado por uma "moralização". Bem, mas já estou me repetindo.
Tentei ser racional. Porém, mais uma vez, fui só emoções.
Tentando deixar de lado todo meu sentimento de raiva ou, no cearensês, "putisse" e minha inabilidade em debater algo em situações em que me altero - costumo não ser agressivo, mas "perco" pela emotividade -,tentarei, também, refletir (ou desabafar).
Em discussão de bar, sobre ciclismo, fui moralizado por andar de bicicleta. Na verdade, não foi exatamente por isso, foi por ter sido pré-julgado sobre um discurso que, supostamente, eu estava realizando: bicicleta é a única solução.
Destaquei o fato de não ser pelo o tema do debate - mobilidade e bicicleta - pois, na mesa, as opiniões em muitos pontos convergiam. Mas, mais uma vez, fui moralizado por ter sido "pegue" em uma linha de argumentação que deveria ser "combatida".
Concordando que o tema mobilidade é mais complexo que o simples texto de blog, andar de bicicleta, em Fortaleza, tem sido motivo de distinção e julgamento. Seja para apoiar ou para se opor. Há um fato sobre o uso da bicicleta, há décadas, pela classe trabalhadora ou mais pobre da sociedade. Na minha opinião, uma realidade indiscutível. Outro elemento, é um recente uso da bicicleta pela famosa classe média. Diferentes usos: lazer, esporte, transporte etc. Especialmente o uso da bicicleta como transporte que, possivelmente, seja a menor das situações encontradas nessa parcela da sociedade. Pelo menos ainda.
Em síntese, esses dois elementos, o uso desse veículo por diferentes classes, tem, geralmente, sido colocados opostos um do outro. Contudo, para este texto, importa pouco.
Com efeito, tem me chamado atenção opiniões que deslegitimam o uso da bicicleta como transporte pela classe média (aqui me colocando com alguma ressalva dentro desse grupo) por não ser uma questão de necessidade, mas uma escolha, geralmente em oposição ao uso por necessidade das classes menos abastadas da sociedade. Longe de querer lançar algum tipo de crítica ao uso da bicicleta por necessidade, tenho avaliado como negativo criticar o uso deste modal de transporte quando feito por opção.
Eu tenho utilizado a bicicleta diariamente há algum tempo. Tornou-se meu principal meio de locomoção. O segundo é o transporte coletivo. O terceiro se divide entre o carro da família ou a tradicional caminhada.
Tenho uma porção de críticas aos ciclistas por lazer e esporte que, ironicamente, criticam os ciclistas por transporte. Entretanto, muito me fere o discurso que a bicicleta como transporte para a classe média é uma "moda". Que seja. Não é por isso que merece desrespeito.
Casado a isso, frequentemente, surge as críticas sobre as "infrações" cometidas por muitos ciclista. Sem querer entrar nessa questão, ressalta-se como surgem falas de negativação as pessoas que utilizam bicicleta na cidade. Em uma síntese bem superficial, o que aparenta é que sempre se procura elementos para deslegitimar o uso da bicicleta na cidade.
Acredito que a bicicleta não seja a grande solução para as questões de mobilidade. É, sim, o transporte coletivo de qualidade, ampliado e diverso. Mas negativar a bicicleta por isso é, para mim, um desserviço a cidade de modo geral.
Ainda estou impressionado pelo fato de ter sido "combatido" por uma pequena parte de uma fala minha. Mais ainda por uma situação em que se encontravam pessoas amigas. Mais ainda por ser pessoas que partilham, em grande medida, uma forma semelhante de ver o mundo. Bem, mas acredito que é sempre válido para nos repensarmos até mesmo nas pequenas partes de nossos discursos. Isso sempre vale a pena.
Deixo claro, que há muito tempo, sou super aberto a críticas. Recebo-as sempre com muita atenção, mesmo as que incomodam.
Agora, não tenho na memória, ter passado por uma "moralização". Bem, mas já estou me repetindo.
Tentei ser racional. Porém, mais uma vez, fui só emoções.
sábado, 5 de março de 2016
Desbalanceado
Conheço duas pessoas. Pessoas que marcaram minha vida por suas inteligências. Ambas as pessoas possuem conhecimentos ditos eruditos. Ambas as pessoas possuem conhecimento em uma área do conhecimento comum. Acredito que ambas são pessoas amigas entre si.
Uma coisa curiosa é que essas pessoas são distinguidas entre si. Uma possui o título de doutorado e a outra o título de graduação.
É impressionante a erudição e humor das duas pessoas.
Não tenho dúvida que ambas as pessoas tenham devorado e, ainda, devoram uma quantidade de conhecimento que estou distante de me aproximar.
Qual a diferença entre estas pessoas? Refiro-me a questões de acúmulo teórico. Ambas as pessoas também possuem conhecimentos empíricos e vivências diversas, mas não me atento a elas aqui.
Então, qual a diferença entre essas pessoas? Reconhecimento. Crudelicimamente é assim que age o reconhecimento regulamentado. Ele subjuga pessoas como menos competentes. Mas há quem diga que existem critérios e estágios que comprovam um conhecimento. São, geralmente, as pessoas que vociferam teorias e arrogâncias acadêmicas.
Das pessoas que me refiro acima, tenho certeza serem equivalentes e preciosíssimas enquanto pensantes e sintetizadoras de conhecimento. Tendo, admito, a gostar mais da pessoa que expressa seu conhecimento sem a impregnação da academia. Devo confessar, também, que os exemplos acima aparentemente também não transparecem tal impregnação.
De todo esse argumento quero apenas tocar na bobagem que é ostentar títulos e na consequente outra bobagem que é reverenciar pessoas pelo simples fato de seus títulos.
No mundo atual, é importante as titulações. Mesmo assim não há justificativas para isso valer de distinção absoluta.
Sem perder o pensamento, quem realmente preserva o conhecimento é aquele que não o ver como moeda. Conhecimento por mais complexo que seja é aquele que se torna simples. Por isso admiro a uma das pessoas citadas acima pela simplicidade de seu interesse por conhecimento. Muitas as vezes levando-o como lazer. Com essa pessoa, sempre que a encontro, tento aprender. As vezes, acho injustos os obstáculos postos a ela. Mas, há outras dimensões importantes, que nem passei perto de tocar nesse texto.
Contudo, sem mais lamentos, o que posso fazer é admirar pessoas cujo conhecimento é valiosíssimo, enquanto outras ignoram por falta de títulos acadêmicos. Dessas passo longe.
Uma coisa curiosa é que essas pessoas são distinguidas entre si. Uma possui o título de doutorado e a outra o título de graduação.
É impressionante a erudição e humor das duas pessoas.
Não tenho dúvida que ambas as pessoas tenham devorado e, ainda, devoram uma quantidade de conhecimento que estou distante de me aproximar.
Qual a diferença entre estas pessoas? Refiro-me a questões de acúmulo teórico. Ambas as pessoas também possuem conhecimentos empíricos e vivências diversas, mas não me atento a elas aqui.
Então, qual a diferença entre essas pessoas? Reconhecimento. Crudelicimamente é assim que age o reconhecimento regulamentado. Ele subjuga pessoas como menos competentes. Mas há quem diga que existem critérios e estágios que comprovam um conhecimento. São, geralmente, as pessoas que vociferam teorias e arrogâncias acadêmicas.
Das pessoas que me refiro acima, tenho certeza serem equivalentes e preciosíssimas enquanto pensantes e sintetizadoras de conhecimento. Tendo, admito, a gostar mais da pessoa que expressa seu conhecimento sem a impregnação da academia. Devo confessar, também, que os exemplos acima aparentemente também não transparecem tal impregnação.
De todo esse argumento quero apenas tocar na bobagem que é ostentar títulos e na consequente outra bobagem que é reverenciar pessoas pelo simples fato de seus títulos.
No mundo atual, é importante as titulações. Mesmo assim não há justificativas para isso valer de distinção absoluta.
Sem perder o pensamento, quem realmente preserva o conhecimento é aquele que não o ver como moeda. Conhecimento por mais complexo que seja é aquele que se torna simples. Por isso admiro a uma das pessoas citadas acima pela simplicidade de seu interesse por conhecimento. Muitas as vezes levando-o como lazer. Com essa pessoa, sempre que a encontro, tento aprender. As vezes, acho injustos os obstáculos postos a ela. Mas, há outras dimensões importantes, que nem passei perto de tocar nesse texto.
Contudo, sem mais lamentos, o que posso fazer é admirar pessoas cujo conhecimento é valiosíssimo, enquanto outras ignoram por falta de títulos acadêmicos. Dessas passo longe.
sábado, 13 de fevereiro de 2016
A MetaAfetaAMim
Há muito não escrevo.
Não é novidade para mim me deparar com a vontade de "metaescrever". Não sei se outrem chega a ler. Pouco importa. Não sou bom de português (já em outros idiomas sou inútil). Travo e encravo palavras que nunca sei dizer, muito menos escrever. Texto é algo cruel e difícil para mim. E, olha, exerço um ofício que precisa muito da escrita. Isso é foda. Uma angústia só.
Sim.
Mas, estava eu falando de "metaescrever". Olho para as poucas linhas acima e lá estava eu novamente escrevendo sobre o escrever. Moça e rapaz, isso é um desaforo só da minha parte. Logo falo sobre isso e começo a me lamuriar: "e não sei o quê do português", "e mimimi do escrever"...
Talvez a questão seja justamente a preguiça das palavras escritas, não das lidas.
Não é incomum parar na frente de qualquer papel e pensar palavras nele. Ai logo me deparo com dúvidas gramaticais, sintáticas, textuais e paro por ali. É sério. Rolo de papel higiênico, guardanapo, caderno, agenda, borrão... Tudo que é papel. Inclusive esse aqui, virtual que seja. Como podem perceber, deve ter um mundo de erros. No entanto, permito-me a melhor das desculpas textuais: a licença poética. Ah, aí é bom. Escrever-se e se permitir. Tudo se justifica. Até os erros de pontuação, coesão, concordância, ortografia etc.
Ai tomo a "metaescrita" como uma meta sem metas. A meta de só se meter nos pensamentos e meter palavras em outras e, metido que sou, meter-me a escritor de nada. Nada que é um pouco de mim.
E nessa "meta" a gente ora (aqui me colocando como muitos para diluir a prepotência). Assim, a gente meta-ora. Seguindo a sonoridade, a gente meteora! Verbo pretenso a querer ser meteórico. Afinal, o meteoro pode meteorar a nós. Parei! Ficar explicando a metaescrituração é o cúmulo do ó. De fundo, ainda quis fazer piada. Mas e a piada do pinto... Bem, é melhor parar por aqui.
Eu ainda pensei em escrever mais uma meteoração, mas da frase que me veio a mente não formulou nem uma oração.
Não é novidade para mim me deparar com a vontade de "metaescrever". Não sei se outrem chega a ler. Pouco importa. Não sou bom de português (já em outros idiomas sou inútil). Travo e encravo palavras que nunca sei dizer, muito menos escrever. Texto é algo cruel e difícil para mim. E, olha, exerço um ofício que precisa muito da escrita. Isso é foda. Uma angústia só.
Sim.
Mas, estava eu falando de "metaescrever". Olho para as poucas linhas acima e lá estava eu novamente escrevendo sobre o escrever. Moça e rapaz, isso é um desaforo só da minha parte. Logo falo sobre isso e começo a me lamuriar: "e não sei o quê do português", "e mimimi do escrever"...
Talvez a questão seja justamente a preguiça das palavras escritas, não das lidas.
Não é incomum parar na frente de qualquer papel e pensar palavras nele. Ai logo me deparo com dúvidas gramaticais, sintáticas, textuais e paro por ali. É sério. Rolo de papel higiênico, guardanapo, caderno, agenda, borrão... Tudo que é papel. Inclusive esse aqui, virtual que seja. Como podem perceber, deve ter um mundo de erros. No entanto, permito-me a melhor das desculpas textuais: a licença poética. Ah, aí é bom. Escrever-se e se permitir. Tudo se justifica. Até os erros de pontuação, coesão, concordância, ortografia etc.
Ai tomo a "metaescrita" como uma meta sem metas. A meta de só se meter nos pensamentos e meter palavras em outras e, metido que sou, meter-me a escritor de nada. Nada que é um pouco de mim.
E nessa "meta" a gente ora (aqui me colocando como muitos para diluir a prepotência). Assim, a gente meta-ora. Seguindo a sonoridade, a gente meteora! Verbo pretenso a querer ser meteórico. Afinal, o meteoro pode meteorar a nós. Parei! Ficar explicando a metaescrituração é o cúmulo do ó. De fundo, ainda quis fazer piada. Mas e a piada do pinto... Bem, é melhor parar por aqui.
Eu ainda pensei em escrever mais uma meteoração, mas da frase que me veio a mente não formulou nem uma oração.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Com vandalismo!
- Caiam mil portas de vidro de agências bancárias e que mil escolas sejam ocupadas em prol da melhora na educação pública. Disse Moisés, no 36º mandamento, depois de um tempo viajando pelo mundo e parando no Brasil. Tudo após um banho de mar e uma caminhada pelos bairros de periferias das grandes cidades.
Há quem diga que ele foi até o sertão e disse que as adutoras seguiam no sentido errado. Parece que o caminho das águas, em vez de convergir para os camponeses, seguia para o litoral para diluir o calor de uma grande fábrica.
Resolveu descer mais ao sul, tentou abrir caminho perante um rio, mas seu cajado só era eficaz com água, no rio só tinha lama.
Parou, então, no Rio de Janeiro e olhou para aquela estátua de um conhecido em cima de um monte. Pensou naquele cara que nasceu depois dele, que dizem ter sido apenas um, mas ele arrisca pensar que poderia ter sido vários, assim como ele. Olha para o lado e viu um carro de modelo não muito novo. Cinco jovens saiam para ser felizes.
Quebrou o cajado, deu razão ao baiano Raul Seixas e pediu para descer do mundo. E ele nem soube da grande Messejana.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
despontuando
não há o que escrever
nenhum verso apenas
nenhuma palavra amena
não há o que viver
nenhum ser depena
nenhuma vivência serena
não há o que dizer
nenhum sussurro envenena
nenhum rugido condena
não há o que ver
nenhuma luz se crê ver
nenhum espelho me vi ver
não há mais nada
só tudo entre ter
e o resto que é sobre-viver
nenhum verso apenas
nenhuma palavra amena
não há o que viver
nenhum ser depena
nenhuma vivência serena
não há o que dizer
nenhum sussurro envenena
nenhum rugido condena
não há o que ver
nenhuma luz se crê ver
nenhum espelho me vi ver
não há mais nada
só tudo entre ter
e o resto que é sobre-viver
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Num fechar de olhos
Não sou muito acostumado a pesadelos. Sonhos, sim. Sejam sonhos "bons" ou "ruins".
Hoje a noite sonhei com coisas que me perturbam atualmente. Já tive muitos pesadelos, é claro. Mas, esse, em especial, "bateu". Por quê? Porque nele eu nem morri, nem ninguém que eu amo; nem cai do espaço, nem da cama; nem mergulhei, nem "enguiei".
Foi um sonho-pesadelo-sonho tão racional e real que nem lembro mais.
São assim os sonhos: te arrebata e pouco te lembram depois, mas te permanecem.
Esse é o meu bom dia.
Hoje a noite sonhei com coisas que me perturbam atualmente. Já tive muitos pesadelos, é claro. Mas, esse, em especial, "bateu". Por quê? Porque nele eu nem morri, nem ninguém que eu amo; nem cai do espaço, nem da cama; nem mergulhei, nem "enguiei".
Foi um sonho-pesadelo-sonho tão racional e real que nem lembro mais.
São assim os sonhos: te arrebata e pouco te lembram depois, mas te permanecem.
Esse é o meu bom dia.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
A /quão-dura/ da escritura
Uma vontade grande de escrever. Não sobre uma coisa, mas sobre qualquer coisa. Escrever, escrever e escrever. Se não fosse o que mais tenho tentado fazer, seria mais simples do que dizer: es-cre-ver.
Os ânimos da escrita ficaram pelo caminho. O desanimo pesado fez esse mesmo caminho parecer e se tornar longo. Assim, os passos se acumularam e já não tão fáceis de serem dados. O que antes parecia fluído e possibilitava admirar o percurso, parar, olhar para os lados, para cima e, também, para baixo. Em que o cansaço era seguido de alívio e da retomada das pegadas deixadas para trás. Agora parece uma atividade mecânica, apenas um passo seguido do outro. Preso a cada um, um de cada vez. Movimento cansativo. Quando para, há pouco interesse no caminho. Só se pensa no que ainda falta andar e a vontade é de, simplesmente, "passar".
Assim, nesse momento, o escrever se tornou uma tarefa de "visão de burro", que só se olha para frente. Perdi o hábito de parar e olhar em volta. Na verdade, não sei se perdi, se deixei ou guardei pelo caminho.
Sobre o ofício de escrever, confesso: quero mesmo é parar de ter que escrever e voltar a, simplesmente, poder escrever.
Os ânimos da escrita ficaram pelo caminho. O desanimo pesado fez esse mesmo caminho parecer e se tornar longo. Assim, os passos se acumularam e já não tão fáceis de serem dados. O que antes parecia fluído e possibilitava admirar o percurso, parar, olhar para os lados, para cima e, também, para baixo. Em que o cansaço era seguido de alívio e da retomada das pegadas deixadas para trás. Agora parece uma atividade mecânica, apenas um passo seguido do outro. Preso a cada um, um de cada vez. Movimento cansativo. Quando para, há pouco interesse no caminho. Só se pensa no que ainda falta andar e a vontade é de, simplesmente, "passar".
Assim, nesse momento, o escrever se tornou uma tarefa de "visão de burro", que só se olha para frente. Perdi o hábito de parar e olhar em volta. Na verdade, não sei se perdi, se deixei ou guardei pelo caminho.
Sobre o ofício de escrever, confesso: quero mesmo é parar de ter que escrever e voltar a, simplesmente, poder escrever.
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