quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Segmentado

Faca de ponta
A navalha que corta
Como folha de cana-de-açúcar
No fio do corte que amola a alma
Na carne o talho lascado
Da cana, eu tiro a dose
Dosada talagada
Olho a folha
Em branco
Verde
De maduro
Sei de có
O gosto de sangue
Sem ponto
Suturo
Um
Por
Um
Folhas caem do pé
Que plantam em mim
Raiz
Num golpe só
Foi-Ce
Abri os olhos
Ramificados de irritação
Dilatados, por fim
Fitei
Parei
Fiquei
Desfocado.


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