domingo, 29 de janeiro de 2012

Que dia é hoje?

Sair numa sexta-feira e acordar num domingo em sua casa, é engraçado. Ainda metabolizando, dentre outras coisas, o álcool e um conjunto de lembranças que se misturam entre cheiros, sabores, texturas, sons e imagens. Lembranças que podem começar assim: brincadeiras, cartas de baralho, cantos, danças, gritos, música, multidão, pessoas felizes, abraços, pessoas coloridas, cabelos coloridos, mesa de bar, sorrisos, conversas na rua, mesa de bar, outras danças, outros cantos, músicas, mais música, mesa de bar, conversas, areia de praia, banho de mar, cadeira de ônibus, balcão de posto, apostas, mesa de bar, panelada, mais conversas, sol, sombra, mesa de bar, caminhada, cadeira de ônibus, casa, sono... 
lembranças em ebulição
Nesse carnaval de lembranças em um turbilhão de sensações de um dia que virou noite, que virou dia, transformando-se (fisicamente inexplicável) num único dia de sol, lua e alegria. Então, ainda nessa alegria de encontrar pessoas, que compartilhei horas, minutos, ou mesmo segundos, digo: obrigado. Pois esses encontros, desencontros e reencontros só aumentam a felicidade de mais uma aventura pelas ruas da cidade de Fortaleza. Para terminar eu faço uma pergunta: Quando será a próxima?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

um esboço sem título, fútil, frágil, sem métrica, nem poesia, apenas palavras com um pouco de melancolia.


o relógio faz tic-tac
o coração tum-tum
o tempo bate tum-tum
no tic-tac do coração


pois o tempo que corre na nossa frente
é o mesmo tempo que acelera o coração


o relógio faz tic-tac
o coração tum-tum
o tempo bate tum-tum
no tic-tac do coração


mas o tic-tac do relógio no ritmo,
com o tempo que corre pra frente.
quando quebra, troca-se os ponteiros
engrenagens,
parafusos
e se conserta.


o relógio continua a fazer tic-tac
e o coração tum-tum?
o tempo bate com força
o coração acelera


o coração é diferente
as vezes quer parar no tempo
quer seguir no tempo pra trás
no tum-tum sem frequencia


o relógio continua a fazer tic-tac
o tempo bate com força
o coração desmantela
não quer fazer mais tum-tum


e aí, de repente, quando destrambelha
ninguém sabe como se conserta.
coração não tem peça,
não tem ponteiro,
nem engrenagem,
nem parafuso.


Mas, sempre me disseram,
que o tempo continua
e pra coração que desmantela
só o tempo coserta.