Ando incerto.
Desajustado.
Desregulado.
Irregular.
Falei para um amigo querido: Geração!
Provocação para gerar algo, criar sem muita pressão. E eu pensando: "era verso o que tinha para se gerar?". Desisti.
Muito se fala do andar.
O mundo anda.
A humanidade caminha.
A sociedade desanda.
Vivemos em gerações interagindo uma com a outra. Geração etária. Geração de farras.
Sinto falta em mim o gerar-ação. Sou assim.
Invento lamentos.
Justificativas.
Culpas ao vento.
Cativas justas.
Gerando frases, fazendo troças trôpegas sobre palavras. Enquanto ao olhar para fora vejo o embate de nossa geração. Parte dela, escorrendo massacrada e sendo sepultada por suas mães.
Receio o temor.
Jamais Temer.
Aos crápulas,
árduo combater.
Na intenção que verso vire verbo, ora, ação, intercalo desabafos inversos de oração. Amparo o pesado desafio de uma geração: sobreviver e combater o que despedaça toda a gente.
Nós ainda somos multidão!
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Furada.
Toda fila é uma furada.
fura a FILA
FI-fura-LA
FILA furada
Furar a fila
é FIruLA deslavada.
Filar um lugar
Que no fim
Dá em nada.
A fila furada.
Assim, finada.
domingo, 1 de outubro de 2017
Aos moços.
"Ainda sou bem moço pra tanta tristeza."
Entre pensamentos de negra cabeleira,
dizia Belchior.
Minha cabeleira, muito negra,
Não cacheia versos com tanta raiz.
Meus cabelos rebeldes enrolam pensamentos do dia a dia.
Eu penso nos versos do Bel
E penso no que é pior.
Também no nó
Que o mundo dá na gente.
Penso no povo.
Eu ainda moço,
Acho que meus cabelos negros
já grisalham as raízes do pensamento.
Mas eu penso no almoço.
Está quase na hora.
Ingredientes, chama,
panela suja, receita...
Pensei:
Na garfada distraída, sem medo,
daquele jovem moço que eu desencontrei.
Pois, ele ficou pelo tempo,
sem hora e nem almoço.
Tomei:
Na garrafa destampada, vazia logo cedo,
uma receita para tudo isso, entornei.
Ventilo ideias sem cabimento:
Ainda virá o novo?
Termino o almoço pensando:
Qual a hora do alvoroço?
Cuspo o caroço.
Sigo o dia.
Entre pensamentos de negra cabeleira,
dizia Belchior.
Minha cabeleira, muito negra,
Não cacheia versos com tanta raiz.
Meus cabelos rebeldes enrolam pensamentos do dia a dia.
Eu penso nos versos do Bel
E penso no que é pior.
Também no nó
Que o mundo dá na gente.
Penso no povo.
Eu ainda moço,
Acho que meus cabelos negros
já grisalham as raízes do pensamento.
Mas eu penso no almoço.
Está quase na hora.
Ingredientes, chama,
panela suja, receita...
Pensei:
Na garfada distraída, sem medo,
daquele jovem moço que eu desencontrei.
Pois, ele ficou pelo tempo,
sem hora e nem almoço.
Tomei:
Na garrafa destampada, vazia logo cedo,
uma receita para tudo isso, entornei.
Ventilo ideias sem cabimento:
Ainda virá o novo?
Termino o almoço pensando:
Qual a hora do alvoroço?
Cuspo o caroço.
Sigo o dia.
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