Meninos morrem
assassinados.
Todo dia.
Um cara mija
Da janela do carro.
A masculinidade é agressiva.
Abusiva.
Gatilho e munição que
Violenta, em toda parte.
Enforcar-nos-emos
Com um pênis
Armado.
terça-feira, 18 de julho de 2017
domingo, 2 de julho de 2017
Ve e Fé.
As Ve**zes me meto aos versos.
Sem ter muita Fé**.
Mas, fajuto que sou,
Só rimo a(à)s **zes.
EmCarnando
Minha carne é de coisa banal.
Minha carne é de gente.
Em um furta-cor desigual,
Minha carne tem uma cor,
Mas as vezes não é da cor
daquela que é mais barata:
a negra.
Minha carne treme.
Minha carne sente.
Minha carne dói.
Minha carne se rói.
Em números, eu conto carnes.
Corpos são carnes de papelão.
Banais.
São só corpos.
Corpos que foram.
Corpos que estiveram.
Corpus.
Conto.
Conto um.
Conto dois.
Conto aquele. E aquela.
Eu conto a mim
Que o conto é uma farsa.
Contumaz, teimo e redundante.
Você e eu em um balanço.
Roda
(pêndulo)
Gigante.
Bolandeira.
Para lá e para cá.
E gira e volta.
Oscila.
Empenada.
Assim é o que penso.
Oscilando.
Errando.
Vacilando.
Minha carne é de gente.
Em um furta-cor desigual,
Minha carne tem uma cor,
Mas as vezes não é da cor
daquela que é mais barata:
a negra.
Minha carne treme.
Minha carne sente.
Minha carne dói.
Minha carne se rói.
Em números, eu conto carnes.
Corpos são carnes de papelão.
Banais.
São só corpos.
Corpos que foram.
Corpos que estiveram.
Corpus.
Conto.
Conto um.
Conto dois.
Conto aquele. E aquela.
Eu conto a mim
Que o conto é uma farsa.
Contumaz, teimo e redundante.
Você e eu em um balanço.
Roda
(pêndulo)
Gigante.
Bolandeira.
Para lá e para cá.
E gira e volta.
Oscila.
Empenada.
Assim é o que penso.
Oscilando.
Errando.
Vacilando.
segunda-feira, 12 de junho de 2017
VaCILADAS
Entre ideias dispostas em um labirinto.
Conexões, as vezes, desencontradas.
Armadilhas autoarmadas.
Ciladas.
Os caminhos me fazem alterado.
Mudo os fluxos.
Me encontro decepcionado.
Comigo mesmo, meio pertubado.
Nos vacilos cometidos,
Começo a semana sem retaguarda.
Um dia para trás
Outro para frente.
Acalmo a corrida.
Volto à caminhada.
No largo de um passo.
Diminuo.
Desacelero.
Acalmo as badaladas.
Conexões, as vezes, desencontradas.
Armadilhas autoarmadas.
Ciladas.
Os caminhos me fazem alterado.
Mudo os fluxos.
Me encontro decepcionado.
Comigo mesmo, meio pertubado.
Nos vacilos cometidos,
Começo a semana sem retaguarda.
Um dia para trás
Outro para frente.
Acalmo a corrida.
Volto à caminhada.
No largo de um passo.
Diminuo.
Desacelero.
Acalmo as badaladas.
quinta-feira, 23 de março de 2017
Começo de ano, agenda "nova", só que não.
Ontem, o Brasil viu - na verdade não, pois a PL da
Terceirização correu sutil na grande mídia - a aprovação de uma reformulação na
forma de contratação de trabalhadores. De fato, isso é algo debatido nas casas
parlamentares federais desde 2015, um dos estandartes do famigerado Eduardo
Cunha.
No entanto, essa pauta não é de hoje ou ontem. Só observar
que o projeto de ontem não é o mesmo proposto na gestão Cunha. Pasmem, foi um projeto da gestão FHC, de quase 20
anos atrás. Confesso, pensei que fosse o mesmo "projeto do Cunha" e
não tinha entendido a manobra, por pura desinformação da minha parte. Para
destacar, a dita proposta de 2015 foi rejeitada pelo Senado, por isso não
estava caminhando na Câmara Federal.
A artimanha é cínica e sinistra. Mas, não surpreendente
devido ao perfil de tais legisladores.
Não é só.
De 20 anos e tantos, também vem as linhas para a
"reforma do ensino médio". Em que a grande preocupação é formar cedo
para o trabalho (emprego), com justificativas de "liberdade de escolha".
Apesar do projeto recente, as diretrizes foram estabelecidas com influência de
órgãos internacionais na década de 1990, mas com interesses muito específicos
em limitar em certo tipo a grande "produção" brasileira. Não vou me
alongar, mas exercitemos rápida e rasamente nossas cabeças.
Assim, os jovens poderão sair do Ensino Médio já "especializados"
para trabalhar - deixando de lado a possibilidade de experimentar diversos
conteúdos para sua formação humana integral, teoricamente -, mas agora, em uma
condição bem mais "prática": terceirizados. Vou até esquecer a tal da
"empregabilidade", para encurtar o besteirol aqui.
Que conveniência!
Não esqueçam. Está
vindo a reforma da previdência. E esse jovem realmente tem que começar cedo.
Afinal, será terceirizado a vida inteira, ininterruptamente. Então, ainda no Ensino Médio "flexível", começando aos 16 anos conseguirá curtir a aposentadoria
já aos 65 anos.
Se sobreviver.
Já que a população está envelhecendo, ótima estratégia de
garantir um futuro sem idosos. Literalmente, matando no cansaço.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
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