Como já já vou entrar em um transporte coletivo. Lanço mão de uma anedota:
Estava eu na velha e boa topic 55, agora "755", no sentido Unifor-Benfica, por volta das 17h e 30m. Absurdamente lotada, quente que só a peste e o cheiramento de sovaco coletivo. Nada mais do que o "normal". Eis que no empurra-empurra necessário para que se consiga descer na parada desejada, surge uma moça, mulher, senhora, não sei ao certo - pois no amontoado ninguém consegue ter uma visibilidade de mais de 30 cm a sua frente, quando muito. Para ilustrar, caso eu tentasse procurar outro canto para pisar e mudar minha posição - com os braços levantados e pernas juntas eu era um verdadeiro "I" humano (ler-se: "i humano", por favor, nenhuma referência ao estevão empregos) - era arriscado eu perder o canto do pé e ficar que nem saci na topic. Aos que conhecem essa realidade, realmente não seria muito confortável. Principalmente, considerando a direção "defensiva, só que não" comum dos condutores de topics. Afinal, como eu sei que era uma mulher? Uma voz anunciaria sua passagem. Siga na anedota.
Então, voltando a pessoa do sexo feminino que queria passar rapidamente da catraca à porta de saída, pois a tão ansiada parada estava próxima. Tentando atravessar aquele engodado de pessoas e testando todas as leis da física de ocupação de corpos em um mesmo espaço, acabou por gerar um rebuliço nesta bendita lata, digo, topic. Uns reclamaram, outros empurraram. Até que um cearense daqueles, possivelmente advindo de Quixaramobim ou Itapipoca, talvez Mombaça, enfim, um cabra gaiato, exclama em voz alta (a dita voz anunciadora): "Negada! Deixa a muié passar, que ela vai com o pão sovado e não pode amassar."
Inevitavelmente, todas as sardinhas daquela lata riram e a mulher conseguiu deslizar ensebada com suor de todas e todos até a saída.
Só fiquei pensando: e o pão amassou?
terça-feira, 26 de agosto de 2014
domingo, 17 de agosto de 2014
há quem diga:
"sou duro como pedra,
sou mole como vida".
sobrevivem como rocha,
são leves como brisa.
desta vida sejam sólidos,
pois essa vida é lívida.
nesta Fortaleza das histórias
tão efêmero és tu, "vitórias".
e a cada passo da vida
não quéres tu, ferida.
em teus passos esquisitos
às fortalezas,
eu vejo bravas belezas
em meninos e meninas
esquecidXs.
infeliz certeza!
"sou duro como pedra,
sou mole como vida".
sobrevivem como rocha,
são leves como brisa.
desta vida sejam sólidos,
pois essa vida é lívida.
nesta Fortaleza das histórias
tão efêmero és tu, "vitórias".
e a cada passo da vida
não quéres tu, ferida.
em teus passos esquisitos
às fortalezas,
eu vejo bravas belezas
em meninos e meninas
esquecidXs.
infeliz certeza!
terça-feira, 5 de março de 2013
sexta-feira, 20 de julho de 2012
É assim...
Foi um, foi dois dias, talvez meio-dia ou meia-noite.
As horas passam, assim, sem muito fidelidade com o relógio. Passam diferente, pois o tempo é o da gente.
E nesse tempo a gente pensa, vive e sente.
Um dia que podia ser dois, três, ... sete... Uma noite que corresse sem pressa, que virasse dia, mas que não deixasse a gente.
Em um minuto, um instante, de repente: um suspiro. Entra pela mente, um calor, que até tira o ar da gente.
Não pesa, é leve, é macio...
Não se trata de precisão, nem definição, é coisa que se sente, as vezes nem se entende.
domingo, 1 de julho de 2012
Meio penso
o
s o
n s
e n
Eu p e
Rep
Escrevo
D
e
s
c
r
e
v
o
M-o-n-t-o
Re-monto
Me dis penso
Me d
e
s
m
o
n
t
o
E o que aconteceu?
Fiquei meio tOntO.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Algo meio abstrato
Mesmo quando descalço, sentir o chão... gosto do chão, mesmo que seja o de um piso acima do chão de verdade. Mesmo o piso de cimento, piso artifical - mas (de) concreto -, não o chão de areia daqueles que a gente semeia.
Entretanto, no chão parado, sem muito caso. na verdade, por acaso. É que sinto se aproximar um bom passo. Passo leve, ali parado. Pulsa pulmão, pensa coração, respira cabeça... é, assim mesmo, meio abstrato.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
É assim que acontece, num ímpeto de apenas sair numa tarde de sábado, sem planos demais, pensando em até voltar depois... Surge um, surgem dois, surgem três, quatro, em diante. surgem amigos. A essas alturas álcool já é redundância.
Juízo, realidade, consciência... esses o gelo da bebida faz questão de esfriar e conservar guardado, em qualquer lugar fora da superfície. Aí, já são gargalhadas, um pouco de sono, é verdade. Então, que horas são? Já é tarde! Nada! Tarde pra dizer que é tarde. Agora é cedo. Coragem! Ah, isso rima com viagem! Porque não? Perigo? Mas lá será praia! Se aceitam, nem ligo. Pé-na-tábua. Música pra animar, junto a estrada que passa pela janela. Putz, tem coisa errada, a chapa esquentou. E agora, não é chapa de ninguém, é do carro que a gente vem.
Chapolim não vem pra ajudar, resta no posto policial parar. Posto que parecia uma cabine de telefone, 1 policial falando no celular sem parar nem pra respirar. Ainda bem mesmo que não parou, porque, se o carro era a gasolina, o cheiro de alcool era o que pesava no ar. Esquenta, esfria, esquenta, esfria... Pronto deu certo. Mas agora é bom voltar. É de manhã e devemos... Para! "Esquentou", e não é a respeito do sol que vai subindo, o carro pede penico e quer descasar. Posto... dessa vez é só o de gasolina, menos mal. Conversa, café, cerveja, conversa, cerveja... Pergunta: que horas são? Eita, é tarde, é tarde porque é cedo da manhã. Para pra deixar, fica todo mundo pra merendar. Na verdade, quase todo mundo. Um foge e diz que precisa ir. Sobe elevador, silêncio pra não chamar atenção. Comidas, brincadeiras, uns até rolam no chão. Surge a ideia de um vinho. Todos descem. Todos bebem.
Piadas, músicas, conversas, grama, vinho, mais vinho, cantorias... Ideia: paródias devem ser uma boa opção. Mais vinho, o ritmo volta acelerar. Outra composição. E outra. Mais outra. diversão e satisfação. O dia não acabou, continua como sempre. Mas nas músicas, de mínimo pudor, é que me retenho, porque estas foram apenas a consequência de tanta diversão. claro, que a criatividade lubrificada com um bom teor alcoólico, sempre é uma boa solução. Ah, pra encerrar, falando em solução: Bebida verde com açúcar é uma ótima invenção!
P.s.: Texto sem a mínima intenção de fazer sentido, escrito no ritmo do estalido do pensamento. Mas não garanto que seja ficção!
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