Conheço duas pessoas. Pessoas que marcaram minha vida por suas inteligências. Ambas as pessoas possuem conhecimentos ditos eruditos. Ambas as pessoas possuem conhecimento em uma área do conhecimento comum. Acredito que ambas são pessoas amigas entre si.
Uma coisa curiosa é que essas pessoas são distinguidas entre si. Uma possui o título de doutorado e a outra o título de graduação.
É impressionante a erudição e humor das duas pessoas.
Não tenho dúvida que ambas as pessoas tenham devorado e, ainda, devoram uma quantidade de conhecimento que estou distante de me aproximar.
Qual a diferença entre estas pessoas? Refiro-me a questões de acúmulo teórico. Ambas as pessoas também possuem conhecimentos empíricos e vivências diversas, mas não me atento a elas aqui.
Então, qual a diferença entre essas pessoas? Reconhecimento. Crudelicimamente é assim que age o reconhecimento regulamentado. Ele subjuga pessoas como menos competentes. Mas há quem diga que existem critérios e estágios que comprovam um conhecimento. São, geralmente, as pessoas que vociferam teorias e arrogâncias acadêmicas.
Das pessoas que me refiro acima, tenho certeza serem equivalentes e preciosíssimas enquanto pensantes e sintetizadoras de conhecimento. Tendo, admito, a gostar mais da pessoa que expressa seu conhecimento sem a impregnação da academia. Devo confessar, também, que os exemplos acima aparentemente também não transparecem tal impregnação.
De todo esse argumento quero apenas tocar na bobagem que é ostentar títulos e na consequente outra bobagem que é reverenciar pessoas pelo simples fato de seus títulos.
No mundo atual, é importante as titulações. Mesmo assim não há justificativas para isso valer de distinção absoluta.
Sem perder o pensamento, quem realmente preserva o conhecimento é aquele que não o ver como moeda. Conhecimento por mais complexo que seja é aquele que se torna simples. Por isso admiro a uma das pessoas citadas acima pela simplicidade de seu interesse por conhecimento. Muitas as vezes levando-o como lazer. Com essa pessoa, sempre que a encontro, tento aprender. As vezes, acho injustos os obstáculos postos a ela. Mas, há outras dimensões importantes, que nem passei perto de tocar nesse texto.
Contudo, sem mais lamentos, o que posso fazer é admirar pessoas cujo conhecimento é valiosíssimo, enquanto outras ignoram por falta de títulos acadêmicos. Dessas passo longe.
sábado, 5 de março de 2016
sábado, 13 de fevereiro de 2016
A MetaAfetaAMim
Há muito não escrevo.
Não é novidade para mim me deparar com a vontade de "metaescrever". Não sei se outrem chega a ler. Pouco importa. Não sou bom de português (já em outros idiomas sou inútil). Travo e encravo palavras que nunca sei dizer, muito menos escrever. Texto é algo cruel e difícil para mim. E, olha, exerço um ofício que precisa muito da escrita. Isso é foda. Uma angústia só.
Sim.
Mas, estava eu falando de "metaescrever". Olho para as poucas linhas acima e lá estava eu novamente escrevendo sobre o escrever. Moça e rapaz, isso é um desaforo só da minha parte. Logo falo sobre isso e começo a me lamuriar: "e não sei o quê do português", "e mimimi do escrever"...
Talvez a questão seja justamente a preguiça das palavras escritas, não das lidas.
Não é incomum parar na frente de qualquer papel e pensar palavras nele. Ai logo me deparo com dúvidas gramaticais, sintáticas, textuais e paro por ali. É sério. Rolo de papel higiênico, guardanapo, caderno, agenda, borrão... Tudo que é papel. Inclusive esse aqui, virtual que seja. Como podem perceber, deve ter um mundo de erros. No entanto, permito-me a melhor das desculpas textuais: a licença poética. Ah, aí é bom. Escrever-se e se permitir. Tudo se justifica. Até os erros de pontuação, coesão, concordância, ortografia etc.
Ai tomo a "metaescrita" como uma meta sem metas. A meta de só se meter nos pensamentos e meter palavras em outras e, metido que sou, meter-me a escritor de nada. Nada que é um pouco de mim.
E nessa "meta" a gente ora (aqui me colocando como muitos para diluir a prepotência). Assim, a gente meta-ora. Seguindo a sonoridade, a gente meteora! Verbo pretenso a querer ser meteórico. Afinal, o meteoro pode meteorar a nós. Parei! Ficar explicando a metaescrituração é o cúmulo do ó. De fundo, ainda quis fazer piada. Mas e a piada do pinto... Bem, é melhor parar por aqui.
Eu ainda pensei em escrever mais uma meteoração, mas da frase que me veio a mente não formulou nem uma oração.
Não é novidade para mim me deparar com a vontade de "metaescrever". Não sei se outrem chega a ler. Pouco importa. Não sou bom de português (já em outros idiomas sou inútil). Travo e encravo palavras que nunca sei dizer, muito menos escrever. Texto é algo cruel e difícil para mim. E, olha, exerço um ofício que precisa muito da escrita. Isso é foda. Uma angústia só.
Sim.
Mas, estava eu falando de "metaescrever". Olho para as poucas linhas acima e lá estava eu novamente escrevendo sobre o escrever. Moça e rapaz, isso é um desaforo só da minha parte. Logo falo sobre isso e começo a me lamuriar: "e não sei o quê do português", "e mimimi do escrever"...
Talvez a questão seja justamente a preguiça das palavras escritas, não das lidas.
Não é incomum parar na frente de qualquer papel e pensar palavras nele. Ai logo me deparo com dúvidas gramaticais, sintáticas, textuais e paro por ali. É sério. Rolo de papel higiênico, guardanapo, caderno, agenda, borrão... Tudo que é papel. Inclusive esse aqui, virtual que seja. Como podem perceber, deve ter um mundo de erros. No entanto, permito-me a melhor das desculpas textuais: a licença poética. Ah, aí é bom. Escrever-se e se permitir. Tudo se justifica. Até os erros de pontuação, coesão, concordância, ortografia etc.
Ai tomo a "metaescrita" como uma meta sem metas. A meta de só se meter nos pensamentos e meter palavras em outras e, metido que sou, meter-me a escritor de nada. Nada que é um pouco de mim.
E nessa "meta" a gente ora (aqui me colocando como muitos para diluir a prepotência). Assim, a gente meta-ora. Seguindo a sonoridade, a gente meteora! Verbo pretenso a querer ser meteórico. Afinal, o meteoro pode meteorar a nós. Parei! Ficar explicando a metaescrituração é o cúmulo do ó. De fundo, ainda quis fazer piada. Mas e a piada do pinto... Bem, é melhor parar por aqui.
Eu ainda pensei em escrever mais uma meteoração, mas da frase que me veio a mente não formulou nem uma oração.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Com vandalismo!
- Caiam mil portas de vidro de agências bancárias e que mil escolas sejam ocupadas em prol da melhora na educação pública. Disse Moisés, no 36º mandamento, depois de um tempo viajando pelo mundo e parando no Brasil. Tudo após um banho de mar e uma caminhada pelos bairros de periferias das grandes cidades.
Há quem diga que ele foi até o sertão e disse que as adutoras seguiam no sentido errado. Parece que o caminho das águas, em vez de convergir para os camponeses, seguia para o litoral para diluir o calor de uma grande fábrica.
Resolveu descer mais ao sul, tentou abrir caminho perante um rio, mas seu cajado só era eficaz com água, no rio só tinha lama.
Parou, então, no Rio de Janeiro e olhou para aquela estátua de um conhecido em cima de um monte. Pensou naquele cara que nasceu depois dele, que dizem ter sido apenas um, mas ele arrisca pensar que poderia ter sido vários, assim como ele. Olha para o lado e viu um carro de modelo não muito novo. Cinco jovens saiam para ser felizes.
Quebrou o cajado, deu razão ao baiano Raul Seixas e pediu para descer do mundo. E ele nem soube da grande Messejana.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
despontuando
não há o que escrever
nenhum verso apenas
nenhuma palavra amena
não há o que viver
nenhum ser depena
nenhuma vivência serena
não há o que dizer
nenhum sussurro envenena
nenhum rugido condena
não há o que ver
nenhuma luz se crê ver
nenhum espelho me vi ver
não há mais nada
só tudo entre ter
e o resto que é sobre-viver
nenhum verso apenas
nenhuma palavra amena
não há o que viver
nenhum ser depena
nenhuma vivência serena
não há o que dizer
nenhum sussurro envenena
nenhum rugido condena
não há o que ver
nenhuma luz se crê ver
nenhum espelho me vi ver
não há mais nada
só tudo entre ter
e o resto que é sobre-viver
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Num fechar de olhos
Não sou muito acostumado a pesadelos. Sonhos, sim. Sejam sonhos "bons" ou "ruins".
Hoje a noite sonhei com coisas que me perturbam atualmente. Já tive muitos pesadelos, é claro. Mas, esse, em especial, "bateu". Por quê? Porque nele eu nem morri, nem ninguém que eu amo; nem cai do espaço, nem da cama; nem mergulhei, nem "enguiei".
Foi um sonho-pesadelo-sonho tão racional e real que nem lembro mais.
São assim os sonhos: te arrebata e pouco te lembram depois, mas te permanecem.
Esse é o meu bom dia.
Hoje a noite sonhei com coisas que me perturbam atualmente. Já tive muitos pesadelos, é claro. Mas, esse, em especial, "bateu". Por quê? Porque nele eu nem morri, nem ninguém que eu amo; nem cai do espaço, nem da cama; nem mergulhei, nem "enguiei".
Foi um sonho-pesadelo-sonho tão racional e real que nem lembro mais.
São assim os sonhos: te arrebata e pouco te lembram depois, mas te permanecem.
Esse é o meu bom dia.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
A /quão-dura/ da escritura
Uma vontade grande de escrever. Não sobre uma coisa, mas sobre qualquer coisa. Escrever, escrever e escrever. Se não fosse o que mais tenho tentado fazer, seria mais simples do que dizer: es-cre-ver.
Os ânimos da escrita ficaram pelo caminho. O desanimo pesado fez esse mesmo caminho parecer e se tornar longo. Assim, os passos se acumularam e já não tão fáceis de serem dados. O que antes parecia fluído e possibilitava admirar o percurso, parar, olhar para os lados, para cima e, também, para baixo. Em que o cansaço era seguido de alívio e da retomada das pegadas deixadas para trás. Agora parece uma atividade mecânica, apenas um passo seguido do outro. Preso a cada um, um de cada vez. Movimento cansativo. Quando para, há pouco interesse no caminho. Só se pensa no que ainda falta andar e a vontade é de, simplesmente, "passar".
Assim, nesse momento, o escrever se tornou uma tarefa de "visão de burro", que só se olha para frente. Perdi o hábito de parar e olhar em volta. Na verdade, não sei se perdi, se deixei ou guardei pelo caminho.
Sobre o ofício de escrever, confesso: quero mesmo é parar de ter que escrever e voltar a, simplesmente, poder escrever.
Os ânimos da escrita ficaram pelo caminho. O desanimo pesado fez esse mesmo caminho parecer e se tornar longo. Assim, os passos se acumularam e já não tão fáceis de serem dados. O que antes parecia fluído e possibilitava admirar o percurso, parar, olhar para os lados, para cima e, também, para baixo. Em que o cansaço era seguido de alívio e da retomada das pegadas deixadas para trás. Agora parece uma atividade mecânica, apenas um passo seguido do outro. Preso a cada um, um de cada vez. Movimento cansativo. Quando para, há pouco interesse no caminho. Só se pensa no que ainda falta andar e a vontade é de, simplesmente, "passar".
Assim, nesse momento, o escrever se tornou uma tarefa de "visão de burro", que só se olha para frente. Perdi o hábito de parar e olhar em volta. Na verdade, não sei se perdi, se deixei ou guardei pelo caminho.
Sobre o ofício de escrever, confesso: quero mesmo é parar de ter que escrever e voltar a, simplesmente, poder escrever.
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