quinta-feira, 31 de maio de 2012

Algo meio abstrato

Cabeça que pensa, coração que pulsa, pulmão que respira... sinto meu corpo. Ando meio leve, por vezes (todas) pensando, parando nos cantos, vez por outra topando em saliências desapercebidas do cotidiano, mas nada de mais: uso tênis. 
Mesmo quando descalço, sentir o chão... gosto do chão, mesmo que seja o de um piso acima do chão de verdade. Mesmo o piso de cimento, piso artifical - mas (de) concreto -, não o chão de areia daqueles que a gente semeia. 
Entretanto, no chão parado, sem muito caso. na verdade, por acaso. É que sinto se aproximar um bom passo. Passo leve, ali parado. Pulsa pulmão, pensa coração, respira cabeça... é, assim mesmo, meio abstrato.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

É assim que acontece, num ímpeto de apenas sair numa tarde de sábado, sem planos demais, pensando em até voltar depois... Surge um, surgem dois, surgem três, quatro, em diante. surgem amigos. A essas alturas álcool já é redundância.
Juízo, realidade, consciência... esses o gelo da bebida faz questão de esfriar e conservar guardado, em qualquer lugar fora da superfície. Aí, já são gargalhadas, um pouco de sono, é verdade. Então, que horas são? Já é tarde! Nada! Tarde pra dizer que é tarde. Agora é cedo. Coragem! Ah, isso rima com viagem! Porque não? Perigo? Mas lá será praia! Se aceitam, nem ligo. Pé-na-tábua. Música pra animar, junto a estrada que passa pela janela. Putz, tem coisa errada, a chapa esquentou. E agora, não é chapa de ninguém, é do carro que a gente vem.
Chapolim não vem pra ajudar, resta no posto policial parar. Posto que parecia uma cabine de telefone, 1 policial falando no celular sem parar nem pra respirar. Ainda bem mesmo que não parou, porque, se o carro era a gasolina, o cheiro de alcool era o que pesava no ar. Esquenta, esfria, esquenta, esfria... Pronto deu certo. Mas agora é bom voltar. É de manhã e devemos... Para! "Esquentou", e não é a respeito do sol que vai subindo, o carro pede penico e quer descasar. Posto... dessa vez é só o de gasolina, menos mal. Conversa, café, cerveja, conversa, cerveja... Pergunta: que horas são? Eita, é tarde, é tarde porque é cedo da manhã. Para pra deixar, fica todo mundo pra merendar. Na verdade, quase todo mundo. Um foge e diz que precisa ir. Sobe elevador, silêncio pra não chamar atenção. Comidas, brincadeiras, uns até rolam no chão. Surge a ideia de um vinho. Todos descem. Todos bebem.
Piadas, músicas, conversas, grama, vinho, mais vinho, cantorias... Ideia: paródias devem ser uma boa opção. Mais vinho, o ritmo volta acelerar. Outra composição. E outra. Mais outra. diversão e satisfação. O dia não acabou, continua como sempre. Mas nas músicas, de mínimo pudor, é que me retenho, porque estas foram apenas a consequência de tanta diversão. claro, que a criatividade lubrificada com um bom teor alcoólico, sempre é uma boa solução. Ah, pra encerrar, falando em solução: Bebida verde com açúcar é uma ótima invenção!


P.s.: Texto sem a mínima intenção de fazer sentido, escrito no ritmo do estalido do pensamento. Mas não garanto que seja ficção!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Que dia é hoje?

Sair numa sexta-feira e acordar num domingo em sua casa, é engraçado. Ainda metabolizando, dentre outras coisas, o álcool e um conjunto de lembranças que se misturam entre cheiros, sabores, texturas, sons e imagens. Lembranças que podem começar assim: brincadeiras, cartas de baralho, cantos, danças, gritos, música, multidão, pessoas felizes, abraços, pessoas coloridas, cabelos coloridos, mesa de bar, sorrisos, conversas na rua, mesa de bar, outras danças, outros cantos, músicas, mais música, mesa de bar, conversas, areia de praia, banho de mar, cadeira de ônibus, balcão de posto, apostas, mesa de bar, panelada, mais conversas, sol, sombra, mesa de bar, caminhada, cadeira de ônibus, casa, sono... 
lembranças em ebulição
Nesse carnaval de lembranças em um turbilhão de sensações de um dia que virou noite, que virou dia, transformando-se (fisicamente inexplicável) num único dia de sol, lua e alegria. Então, ainda nessa alegria de encontrar pessoas, que compartilhei horas, minutos, ou mesmo segundos, digo: obrigado. Pois esses encontros, desencontros e reencontros só aumentam a felicidade de mais uma aventura pelas ruas da cidade de Fortaleza. Para terminar eu faço uma pergunta: Quando será a próxima?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

um esboço sem título, fútil, frágil, sem métrica, nem poesia, apenas palavras com um pouco de melancolia.


o relógio faz tic-tac
o coração tum-tum
o tempo bate tum-tum
no tic-tac do coração


pois o tempo que corre na nossa frente
é o mesmo tempo que acelera o coração


o relógio faz tic-tac
o coração tum-tum
o tempo bate tum-tum
no tic-tac do coração


mas o tic-tac do relógio no ritmo,
com o tempo que corre pra frente.
quando quebra, troca-se os ponteiros
engrenagens,
parafusos
e se conserta.


o relógio continua a fazer tic-tac
e o coração tum-tum?
o tempo bate com força
o coração acelera


o coração é diferente
as vezes quer parar no tempo
quer seguir no tempo pra trás
no tum-tum sem frequencia


o relógio continua a fazer tic-tac
o tempo bate com força
o coração desmantela
não quer fazer mais tum-tum


e aí, de repente, quando destrambelha
ninguém sabe como se conserta.
coração não tem peça,
não tem ponteiro,
nem engrenagem,
nem parafuso.


Mas, sempre me disseram,
que o tempo continua
e pra coração que desmantela
só o tempo coserta.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Foto a partir de meu olhar.
Apenas uma imagem em vez de letras. Não tem a intensão de significar nada. Porém, pode significar algo para qualquer um. Inclusive para mim. Paro aqui. Reparo ali.


quinta-feira, 30 de junho de 2011

[...]

como diria um bom amigo poeta: "eu me auto-saboto".

Geraldo Azevedo, diz: "A gente se ilude dizendo/ Dizendo já não há mais coração"
e o meu, para dizer que está aqui, brincou de dar rasteira, que chegou a doer antes da queda.

Por sorte nesse tipo de rasteira, bambo no pé, tremo as pernas, abro os braços, tudo isso querendo evitar uma queda.

[...]

sábado, 25 de junho de 2011

imaginem essa porta....

[...]Esta porta se chama realidade,
por ela entra e sai tudo.
o que vemos
o que ouvimos
o que sentimos
o que falamos
o que pensamos
Porém, ao abrí-la,
engana-se aquele que pensa encontrar respostas,
na verdade, encontrar-se-á perguntas.
Mas isso não é motivo para angústia.
Pois perguntas motivam o movimento.
E o movimento mudará a realidade!